sexta-feira, 26 de maio de 2017

Budapeste - comentários rápidos (ainda 2015) e virando a página

E aí, pessoal?
Neste post vou comentar algumas coisas rápidas sobre a passagem por Budapeste em 2015.

Fiz o curso de 3 semanas e tirei 28 ou 29 dias de férias, algo assim. Aproveitei uns 3 dias em Budapeste antes de voltar a Brasília. Não vou entrar em muitos detalhes porque a viagem foi há bastante tempo e o que não falta são blogs de viagens com muitas dicas.

Achei que tivesse comentado em algum post sobre o curso de Szeged que havia uma excursão opcional para Budapeste; bem, essa excursão é uma viagem de ida e volta no mesmo dia. A viagem de trem dura pouco mais de duas horas. Andamos um pouco na Praça dos Heróis, vimos por fora a Casa da Ópera, fomos ao castelo de Buda, andamos algumas vezes de metrô... enfim, fizemos o que é possível fazer em um dia do percurso turístico clássico Muitos lugares, como o mercado central, vimos só por fora e na correria. O que teve de diferente - pois nem todo mundo faz - foi a visita ao Parlamento por dentro.

Se você vai fazer o curso em Szeged e vai tirar pelo menos uns 2 ou 3 dias em Budapeste (provavelmente vai, já que o aeroporto é lá), sinceramente não sei se vale muito a pena esse passeio... é muito corrido. Vale pela companhia dos colegas e também se você quiser conhecer o Parlamento sem ter que se preocupar em agendar - já que a coordenação faz isso pela turma.

Quando terminei o curso, tive alguns imprevistos e precisei arrumar hotel na última hora. Era alto verão e estava na época do Festival de Sziget. Foi um sufoco e não consegui hospedagem para todo o tempo que ficaria na cidade. Tive que pernoitar num local e ir para outro no dia seguinte. Ambos ficavam fora do epicentro turístico de Budapeste. Vamos a eles:

- Jagello Business Hotel: site aqui. Situado no lado Buda (mais caro e íngreme), perto de um complexo empresarial modernoso. O foco são viajantes de negócios. Gostei da hospedagem, do atendimento e só saí porque não teria vaga no dia seguinte. Obs: o ar condicionado é central. Se ajustar a temperatura é importante para você, pese isso na sua decisão.




- Karin Hotel: site aqui. Esse hotel na verdade é uma mistura de pensão familiar, pousada e apart hotel (!). Não fiquei no casarão principal, e sim numa outra unidade que eles mantêm ali por perto. Fica em Újpest, um distrito que desconfio ter sido um município "engolido" por Budapeste durante o seu crescimento. Para ir à cidade é necessário pegar ônibus e metrô (eles dão um folheto que explica bem direitinho); ou seja, é bem longe do fuxico da cidade. Perto do metrô existe um centrinho de comércio.
Apesar dessas desvantagens do isolamento, achei um local excelente para viagens em família: tem cozinha, quarto e uma pequena sala numa região residencial. Você praticamente consegue "morar" na cidade enquanto está lá. Apenas não se esqueça de sair antes das 11, quando fazem o checkout, hehe! Ah, eles também têm transfer para o aeroporto. Sai caro - em torno de 8000 forint -, que parece ser um preço meio padrão.











Sobre os passeios: como eu já tinha feito a excursão com a turma e na verdade já tinha feito um superpasseio com algumas pessoas da família uns anos antes, aproveitei para me concentrar nas imediações do mercado e da Váci ucta mesmo. Também me juntei a dois grupos de passeios "free walking tour", naquele esquema em que você escolhe quanto pagar ao guia. São vários grupos que oferecem esse tipo de serviço:

- Free Budapest Tours: (site): tem tour geral, tour político, caminhada pelo bairro judeu, tour em espanhol... fiz o tour em espanhol sobre comunismo com uma guia chamada Martina. Recomendo!

- Free Walking Tour (trip to Budapest): site. Fiz um tour (em inglês) no bairro judeu. Hoje é um lugar hipster, com grafites interessantes. A guia era da comunidade judaica e deu uma verdadeira aula.

Embora o tour do bairro judeu tenha sido interessante, não consegui aproveitá-lo tão bem como o tour sobre comunismo: o grupo era maior e confesso que minha compreensão de inglês nem sempre ajuda. Se puder escolher entre dois tours sobre o mesmo tema - um em inglês e outro em espanhol, fico com o segundo. Além de ser mais fácil de entender (para mim), existe outra vantagem: os grupos são menores, o que facilita chegar perto do guia e escutar o que ele diz; e o grupo de turistas geralmente tem mais química, já que tem mais possibilidade de serem nativos de países que falam o idioma do tour - e com isso acaba aparecendo mais assunto. Eu mesma bati papo com um arquiteto mexicano e alguns amigos dele que também fizeram o tour comunista.

A experiência "ahn?" da viagem ficou para o pernoite que fiz no aeroporto (sim, pelo horário do voo tive que passar a noite lá) quando, escutando rádio, eis que do nada toca essa música O.O

E, falando em aeroporto, uma dica que não vi nos blogs: tem um supermercado lá! É uma unidade do Spar. Não fica no terminal dos voos internacionais, e sim no terminal 2B - no piso inferior, do desembarque. Fiquem ligados também nos horários, já que muita coisa fecha cedo por lá.

No próximo post chego com assuntos atuais e uma supresa. :-)

terça-feira, 23 de maio de 2017

Bate-volta em Subotica

Sziasztok!

Uma vez que vocês já sabem como evitar alguns apertos que passei na viagem a Subotica (perdi o único ônibus e tive que arrumar hospedagem de última hora), vamos agora falar sobre a cidade.

Subotica (Szabadka, em húngaro) é a quinta cidade da Sérvia em população. Fica em Vojvodina, cuja capital é Novi Sad (cidade de origem da representante sérvia na nossa turma). Fez parte do império austro-húngaro e tem uma parcela significativa de população de origem húngara. Parte das pessoas que encontrei lá falavam o idioma - inclusive muita gente que trabalha na rodoviária (balcões de venda de passagens e também a senhorinha do banheiro).

Logo que desci na rodô, andei meio sem rumo entre os blocões dos tempos do comunismo. Essa é uma diferença marcante entre duas cidades tão próximas: Subotica tem mais cara de "cortina de ferro" do que Szeged: prédios de governo dos anos 70, alguns carros fabricados nessa época (que saí fotografando, porque não resisto, haha!). Então vi uma torre de igreja e pensei: "o centro deve ser para lá".

Quando fui andando, vi um festival folclórico acontecendo. Já comprei uns ímãs de geladeira na feirinha e fui andando por ali. Uma mistura de novo e antigo, prédios com detalhes diferentes e interessantes. Fui atendida com simpatia pelos prestadores de serviço e achei os preços bastante acessíveis. A Sérvia passa aquela imagem sisuda, mas só posso dizer que vale a pena um passeio lá.

Da série "evitando perrengues":

- Felizmente eu estava com o cartão VTM. Não encontrei casas de câmbio abertas no centro - pelo menos nos horários e locais onde passei, e era domingo - e tive que sacar num caixa automático.

- O seguro "padrão" da April/Coris para a Europa serve para o espaço Schengen. Como a Sérvia não faz parte desse grupo, fiquei sem cobertura enquanto estive lá.

- Veja este post!!!

Da série "5 estrelas no TripAdvisor":

Boss Caffe: restaurante com comida boa, serviço rápido e preço bom. Pedi uma combinação vegetariana que me deixou de barriga cheia e custou uns 5 euros, incluindo suco.

Guesthouse Mali Hotel Subotica: precisando de um hotel de última hora, fiquei um tempo pendurada num wifi gratuito que encontrei no centro. Decidi arriscar um hotel que encontrei na net (não lembro o nome). Estavam recebendo um time de basquete para uma competição e estava cheio... perguntei se havia outro por perto e me indicaram o Mali. A dona é superprestativa. O quarto é confortável e o preço também estava bom. :-)

Uma coisa que me chamou a atenção na Sérvia foi a nota de 100 dinares, com a estampa do Nikola Tesla. Achei tão nerd, hehe!

Algumas fotos, lembrando que o Flickr tem muito mais. E espero ter uma oportunidade de voltar à Sérvia e curtir com mais calma. :-)












Bate-volta em Subotica (Sérvia) - evitando perrengues

E então, pessoal, beleza?

Aqui vou escrever um spoiler do perrengue que passei no meu bate-volta na Sérvia - mais especificamente, na cidade de Subotica. Se estiver pensando em fazer um passeio desses, não deixe de ler! E também não deixe de fazer o passeio, é claro.

Como iniciou a aventura?

O ônibus sai de um terminal que nem tem muita cara de terminal. Aqui: https://www.google.hu/maps/@46.2575031,20.1415293,3a,75y,224.93h,94.84t/data=!3m6!1e1!3m4!1sEVF7feZkt4NQc88fxvOkWw!2e0!7i13312!8i6656 (
"Autóbuszállomás Szeged"). Também é importante saber os nomes das cidades nos dois idiomas:
- Szeged (húngaro): Segedin (sérvio)
- Subotica (sérvio): Szabadka (húngaro)

E as linhas/empresas de ônibus?
Pois então... pesquisei e encontrei alguns PDFs como este. O detalhe são as letras miúdas: nem todas as linhas funcionam o ano todo.

Então o que aconteceu? Resumidamente: peguei o ônibus da linha Budapeste-Belgrado-Budapeste, subindo em Szeged e descendo em Subotica. Essas cidades na época estavam ligadas por esse único ônibus. Olhei os horários e pensei que teria umas 3 a 4 horas para curtir a cidade. Quando voltei à rodoviária, não reparei que o ônibus NÃO ficava na mesma plataforma onde eu tinha descido. Vi o dito-cujo indo embora e me deu um desespero... tive que arrumar um pernoite de última hora na cidade.

Depois um colega alemão me disse que era possível pegar um ônibus até a fronteira, atravessá-la a pé e pegar outro ônibus do lado húngaro. Realmente não sei e acho arriscado, pois as cidades são pouco conectadas.

Importante: a Sérvia deixou de exigir visto de brasileiros há poucos anos. No entanto, vi em alguns blogs que era necessário pegar o comprovante de estadia no hotel ou pousada. Pelo sim, pelo não, peguei esse papelzinho. Realmente o pessoal da fronteira reteve esse comprovante quando passei na volta. Ouvi histórias de gente que teve que pagar multa porque não pegou o tal papel. Não deixe de pedi-lo onde se hospedar, OK?

O próximo post vai ser sobre a cidade.

Ônibus que faz o percurso Subotica-Szeged. Reparem que não tem pintura da Volanbusz, e sim de uma empresa sérvia
 
O papelzinho do hotel recolhido pela polícia de fronteiras da Sérvia




domingo, 21 de maio de 2017

Szeged: dicas e passeios

Aviso: provavelmente este post vai ser editado algumas vezes à medida que eu vá recuperando material...

Algumas coisas eu tinha postado no TripAdvisor e, como apaguei o perfil de lá, ficaram perdidas. :-(

Vamos lá:

Passeios
- Templos e igrejas: a catedral é um dos cartões postais da cidade. Falando em templos e igrejas, vale mencionar a sinagoga (a organização do curso previu uma visita para lá, mas eu já tinha voltado) e a igreja ortodoxa sérvia. Alguns desses prédios ficam em áreas com ruas estreitas, o que dificulta você se afastar e conseguir uma boa foto.


- Museus: visitei o Móra Ferenc. Tem exposições temáticas e de História Natural. Também mostra algumas coisas típicas de Szeged, como os calçados artesanais. Não comprei o ticket que dá direito a tirar fotos e me arrependi.



- Caixa d'água: é possível entrar, ver algumas exposições simples e subir para ter uma bela vista da cidade. O pessoal que me atendeu lá foi supersimpático.


- Mosteiro franciscano de Alsóváros: tivemos uma excursão lá. Alsóváros é o bairro em que fica a pensão onde nos hospedamos. O monge explicou a história do mosteiro, da produção de páprica na região... e pudemos ver a arquitetura interna das instalações.

- Uma coisa típica de Alsóváros são as casas com esses detalhes em madeira perto do teto. Eu estava fotografando e veio um senhor falar comigo. Achei que me daria uma bronca por tirar foto da casa de alguém, mas não! Apenas veio me explicar a história desse tipo de arquitetura. Infelizmente nesses casos não consigo aproveitar toda a informação, mas achei legal, hehehe!
 


Comida

Meus lugares preferidos foram:
- Veggie's (aqui): era só pedir porções para montar salada. Atendimento simpático!
- Duna Döner, bem ao lado: tem opção vegetariana. Se tiver medo de pimenta, peça para não colocarem.
- Levendula Kézműves Fagylaltozó (site): sorveteria com vários sabores diferentes - inclusive o de lavanda, que dá nome ao local.

Serviços 

Lavanderia

- Mosómaci Mosodája (site): lavanderia self service. Você escolhe se quer lavar a roupa dessa forma (que eu preferi, porque cheguei com um sacão de roupa suja e saí com um sacão de roupa limpa) ou se prefere deixar com a dona (nesse caso sai mais caro). Vi vários turistas e estudantes estrangeiros por lá. Tem até um mapa-múndi para quem quiser espetar seu alfinetinho e marcar presença.

A dona, supersimpática, ia viajar em breve para fazer um curso de inglês nos States. Mas com certeza já voltou faz tempo, OK?

Transporte público

Quando não queria ir a pé, eu e os colegas apelávamos para ônibus e bondinho. A dica é comprar o passe semanal (acho que custava 3000 forint) no guichê na praça em frente à faculdade. Ande sempre com o bilhete - se não me falha a memória, ele tem o período de validade impresso - e não vacile! As colegas russas da nossa turma foram apanhadas pela fiscalização quando viajavam sem bilhete e tiveram que enfrentar uma burocracia. Não sei exatamente como foi. Ah, o bilhete vale para qualquer número de viagens durante a validade, tanto para o VLT (bondinho) quanto para o ônibus.

Eventos

Os cursos de verão costumam começar no final de julho e pegar algumas semanas de agosto. Essa época perto do dia de Santo Estêvão sempre tem eventos, e em Szeged não foi diferente. O Hungaricum Fesztival foi a ocasião perfeita para conhecer um pouco da cultura da região, provar comidas típicas e comprar souvenir.

O Flickr está cheio de fotos. Confira lá!
 

sábado, 20 de maio de 2017

Cursos de húngaro em Pécs e Szeged: características e mini comparativo

Algumas diferenças entre os cursos de Pécs e Szeged - mas aviso: deixe de preguiça e leia os outros posts, hehe!

Professores
Em Pécs cada turma tinha 3 professores, que se articulavam entre si. Um sabia o que os outros tinham explicado. Cada um repetia um pouco o tópico dos outros, geralmente dando ênfase em aspectos diferentes: um explicava a gramática de maneira mais tradicional; depois o outro fazia exercícios e introduzia um assunto diferente, etc.
Esses 3 professores acompanhavam a turma durante todo o curso. 

Em Szeged faziam um rodízio: uma dupla de professores nas primeiras duas semanas, e outra dupla nas últimas duas semanas.
O que acontecia em algumas turmas era que o pessoal se apegava à primeira dupla e depois tinha que se adaptar à segunda. No meu caso, por exemplo, a primeira dupla era mais descontraída e na segunda as professoras eram mais certinhas.

De modo geral os professores em Pécs pareciam mais tarimbados, mais experientes. Mas tive aulas com ótimos iniciantes no curso de Szeged. Conversando com uma colega de Pécs que reencontrei em Szeged (*), ela espontaneamente me deu a mesma opinião quando perguntei qual tinha sido o curso preferido.

(*) Uma coisa boa de estudar esses idiomas diferentes é que você acaba fazendo parte de uma comunidade, hehehe! Essa senhora, uma francesa aposentada, tinha um filho que havia sido casada com uma húngara. Ela se apaixonou pelo idioma e resolveu estudá-lo. O hobby dela eram esses cursos de verão. :-)

Horários 
- Pécs: 3 blocos na sequência, assim: 
Aula 1, professor 1: 8:30-10:00
Aula 2, professor 2: 10:30-12:00
Aula 3, professor 3: 12:30-14:00. 
Almoço (quase todo mundo almoçava no Monarchia): 14:00-15:00
Atividades opcionais: 15:30 em diante (geralmente até as 17:00)

- Szeged: 3 blocos, sendo o último após o intervalo de almoço. Assim: 
Aula 1:  9:00-10:30
Aula 2: 11:00-12:30
Almoço: 12:30-14:00
Atividades opcionais (palestras, city tour, etc): 14:00-15:30
Aula 3: 16:00-17:30 - essa aula era mais light, normalmente mais voltada para conversação.

A própria coordenadora do curso falou que em algum momento a gente começaria a faltar a algumas atividades opcionais.

Particularmente acho que a tabela de horário de Pécs permitia aproveitar melhor o tempo. As atividades optativas, mais light, vinham num momento - o final da tarde - em que a cabeça já não está mesmo funcionando tão bem.

Por outro lado, concentrar muito as aulas sem dar tempo de digerir o assunto... o horário de Szeged talvez fosse melhor do ponto de vista didático.

Livros
- Pécs: MagyarOK (Szilvia Szita e Katalin Pelcz) - aliás, tive aula com as duas. S2
- Szeged: Lépésenként magyarul (Péter Durst).
Em ambos os casos recebemos os livros sem ter que pagar nenhum valor adicional.

Inscrição
Já comentei aqui e nos posts antigões sobre Pécs, mas vale repetir:
- Pécs: tudo era pago na véspera do curso. Quem quiser, pode transferir antes. O valor é em euros, que no dia eles convertiam para forint (pagamento em forint) a uma taxa nem um pouco amiga. Tenha uma boa margem de segurança para cobrir isso e não ter surpresas.
- Szeged: cobra taxa de inscrição + matrícula. Inscrição negociável, parece. Não sei como funciona o pagamento feito na última hora, já que nesse caso optei pela transferência. A hospedagem eu paguei em euros à coordenadora do curso, que se acertou com o dono da pensão.

Atividades extras/optativas
- Pécs: atividades mais simples, na cidade mesmo (caminhadas no centro, projeção de filmes, etc). Excursões em todos os fins de semana para quem quisesse. Em algumas utilizamos transporte público e em outras, ônibus fretado.
- Szeged: atividades mais simples, na cidade mesmo (caminhadas no centro, projeção de filmes, etc). No final da primeira semana teve uma excursão opcional a Budapeste. No final da terceira semana houve alguma programação também, que não cheguei a fazer.
A excursão a Budapeste caberia melhor num outro post, mas resumindo: correria absurda. Aproveitei a visita ao parlamento e a integração com o pessoal. O passeio em si não valeu muito a pena, não.

Cidades
- Pécs: as origens mais antigas são visíveis nos resquícios da muralha em algumas partes da cidade, na mesquita que virou igreja e num dos primeiros cemitérios cristãos da cidade; mas a herança do Império Austro-húngaro também é bem forte. É cercada por colinas e tem algumas ruas tortuosas, principalmente nessa parte e no centro. Achei mais fácil encontrar souvenir e comércio aberto aos domingos.
- Szeged: tem cara de Império Austro-húngaro: assim como Pécs, casarões com telhados coloridos e muitos detalhes. Praças amplas e arborizadas. É plana, o que ajuda os ciclistas. Achei Szeged mais "capitalista" do que Pécs: frota de carros mais moderna (quase não vi aqueles Trabi "garagem do vovô" que vi em Pécs), mais gente tatuada, um pouco mais de diversidade étnica. Será que a grana e as pessoas realmente circulam mais por lá?

Quanto à facilidade para bate-volta em outro país: as croatas que faziam curso em Pécs nem se animavam a atravessar a fronteira no fim de semana. Szeged fica perto da tríplice fronteira com a Romênia e a Sérvia. Fiz um bate-volta na Sérvia, porém sofri para conseguir transporte. 

Prova de nível
- Pécs: no primeiro dia
- Szeged: antes do curso, recebida e devolvida por e-mail. A questão das habilidades de conversação é vista durante a aula.
A própria coordenadora em Szeged nos disse que não levássemos o resultado do nivelamento a ferro e fogo. Se alguém quisesse se desafiar numa turma mais puxada, ou se achasse que ficaria mais à vontade numa turma de nível abaixo, poderia conversar com eles numa boa e tentar a mudança. Foi o que eu mesma acabei fazendo. 

Provas
- Pécs: ao final de cada quinzena
- Szeged: idem, mas eles só avisam que tem prova na véspera!

Perfil dos alunos
É difícil dizer: mesmo na mesma universidade pode haver diferenças entre um ano e outro. Por exemplo: estudei em Pécs em 2012 e 2013 e vi que no primeiro curso a química entre os alunos foi bem melhor. Além disso, nesse meio tempo acabou o programa de idiomas para alunos Erasmus (e depois o próprio Erasmus foi reformulado), o que mudou o perfil também.
Em 2012 vi muitos jovens. Em 2013 já vi também alguns colegas mais velhos.
Em Pécs vi mais turmas de iniciantes em relação ao total. Em Szeged eram 49 alunos em 5 turmas, cada uma de um nível diferente.

Resumo e a pergunta clássica
E aí, qual você recomenda? Qual é melhor?
Os dois partem de um modelo muito parecido. Vai depender da química da turma, da sorte de pegar bons professores, do momento que você estiver passando e da sua relação com o idioma... mas enfim, os dois cursos são muito bons e os custos são parecidos. As datas também coincidem.

Minha impressão é que, no caso de iniciantes totais, a balança pende um pouco para o lado de Pécs; e no caso de quem já fala alguma coisa, vai uma vantagenzinha para Szeged. Por quê?

- Em Pécs eram mais turmas de iniciantes; se você não se adapta a uma, pode tentar outra. O esquema é um pouco mais paternalista, de levar pela mão: excursões todo fim de semana e você nem precisa se preocupar em montar uma programação.
Quando fiz o curso em 2013, já com um conhecimento prévio, a parte da revisão para deixar a turma nivelada tomou muito tempo. Como eu tinha usado o mesmo material, revi exatamente aquelas coisas (claro que sempre tem vocabulário novo). Para os colegas que aprenderam em outros lugares pode ter valido mais a pena. Esse nivelamento demorado estressou alguns colegas, que criaram um climão com um dos professores e no fim pediram para mudar para um grupo mais avançado. Depois da saída desse pessoal o clima levou um tempo para melhorar.

- Em Szeged os alunos ficam um pouco mais soltos - tanto nas atividades opcionais quanto no nivelamento, no caso de quem tem um conhecimento prévio. Perfeito para quem já fala um pouco de húngaro e não tem tanta insegurança de botar as manguinhas de fora.

Gente, não levem isso como um dogma! Estou falando da minha experiência e os cursos podem ter mudado desde então. Beleza?

Bem, é isso! Vou escrever alguma coisinha sobre Szeged e continuar a programação normal do blog.

Edit: recebi este link em maio/2017: http://hungarianstudies.hu/en/summer-university.html 

Szeged: inscrição e comentários sobre o curso

Continuando a série sobre Szeged a partir daqui...

A maioria do pessoal optou pelo curso de 4 semanas, que também era o padrão para os bolsistas (muitos ali). Alguns fizeram o de 2 semanas, e eu optei por fazer 3. Até gostaria de ter ficado um pouco mais. Porém, como já comentei por aqui: quando a duração do curso fica muito próxima da duração das férias, a coisa complica. Se a empresa mudar alguma coisa no voo, você já se arrisca a perder o dia de retorno ao trabalho. Além disso, é muito cansativo e nem dá tempo de saborear o pós viagem.

Diferentemente da Universidade de Pécs, que não cobrava taxa de inscrição, a Universidade de Szeged faz essa cobrança. Por mais esse motivo, resolvi pagar adiantado por transferência bancária (SWIFT) no Banco do Brasil.

Uma informação importante sobre essas transferências SWIFT: o banco cobra uma taxa fixa de 100 dólares (!!!) mais um valor variável a partir de certo limite. E, bem, a taxa de inscrição era de 30 euros. Por isso resolvi pagar logo pelo curso. Assim a taxa da transferência ficaria diluída.

Quando cheguei lá, descobri que muitos colegas tinham ficado de pagar a taxa de inscrição depois, junto com a taxa do curso. Então a dica que dou é: dê uma chorada com a coordenadora e explique que não vale a pena gastar 100 doletas para transferir 30 euros! Ou descubra uma forma mais barata de fazer essa transferência e depois me avise, hehe!

Como fiz o pagamento muito antes, a coordenação já não tinha essa informação muito fácil. Recomendo que você leve o comprovante do banco, só para garantir.

Umas 2 ou 3 semanas antes do curso recebi a prova de nível por e-mail. Em Pécs, a prova de nível (quando estive lá pela segunda vez, em 2013, tive que fazer) foi feita no primeiro dia.

Depois de uma programação de boas vindas num domingo ensolarado - com direito a comilança e danças típicas -, segunda-feira era dia de começarmos as aulas.

Éramos 49 alunos divididos em 5 turmas, cada uma de um nível diferente.
Fui colocada na turma de nível mais avançado (hahaha!), mas fiquei boiando no vocabulário e na conversação. Então pedi para mudar e fui para uma turma B1-B2, mais para B1. Aí realmente me encontrei.

A A turma tinha, além de mim, uma egípcia (que ficou 2 semanas), duas russas, uma búlgara, uma sérvia, uma espanhola (que depois mudou para uma turma mais avançada), dois nigerianos (figuraças!) e depois uma suíça. Os nigerianos e a suíça estavam morando em Szeged há algum tempo.


O próximo post traz mais informações sobre o curso, fazendo uma rápida comparação com o de Pécs.

Viszlát!

Szeged: hospedagem durante o curso

Sziasztok!

Continuando os posts atrasadinhos sobre Szeged, aqui vou escrever rapidamente sobre a hospedagem.

Enquanto em Pécs a parceria é com o Boszorkány Kollégium, aka Boszi Koli (tem alguns posts de 2012-2013 aqui no blog), que é uma residência universitária, o curso de verão da Universidade de Szeged tem uma parceria com uma pensão, a Kálmán Panzió.

É uma pensão familiar num bairro chamado Alsóváros. O pessoal é bem simpático, tanto os donos quanto as funcionárias. Nem todo mundo fala inglês, mas tinham a maior paciência com meu húngaro macarrônico, hahaha!

Na época eu tinha feito uma resenha no TripAdvisor. Depois apaguei o perfil por lá... bem, seguem algumas fotos:





 
O local tem uma cara de "casa de vó", com papel de parede e toalhinhas de crochê - como vi em outras casas húngaras. A manutenção é boa. Tem ar condicionado, bom wifi, TV, janelão... tem também uma mini cozinha. Fiquei numa suíte individual; os bolsistas recebem hospedagem em quarto triplo.

Comparado às instalações mais espartanas e muito mais calorentas do Boszi Koli, o upgrade em conforto foi considerável. A diferença de preço também! Diárias da ordem de 10 euros no Boszi Koli contra 30 euros na pensão.

A caminhada até a universidade dá uns 30 minutos com calma. Também é possível ir de ônibus, que passa na mesma rua.

Vou escrever um pouco sobre transporte num post específico sobre a cidade.

Viszlát!